Lula é eleito presidente do Brasil pela terceira vez com mais de 60 milhões de votos


Neste domingo (30), dia do segundo turno da eleição, Lula (PT) foi eleito presidente da República pela terceira vez. Com 99,95% das urnas apuradas, o petista teve 60.313.340 (50,90%) dos votos válidos e foi para a Avenida Paulista comemorar com os eleitores. 

O perdedor, o presidente Jair Bolsonaro (PL), teve 58.189.292 (49,10%) dos votos válidos.

Lula teve mais de 2 milhões de votos do que o segundo colocado e bateu seu próprio recorde. Em 2006, Lula teve 58.295.042 votos, numericamente a maior votação da história do Brasil.

Enquanto o petista é o primeiro brasileiro a ser eleito três vezes presidente pelo voto direto - venceu em 2002 e 2006 -, Bolsonaro é o primeiro presidente a perder uma reeleição no exercício do mandato.

Esta é a quinta eleição do PT para a chefia do país, desde 2002, duas vezes com Lula e duas com a ex-presidente Dilma Rousseff (2010 e 2014).

No primeiro turno Lula teve 52,7 milhões de votos (48,43%), contra 51 milhões de Bolsonaro (43,2%). A maior votação do petista foi na Região Nordeste, onde teve 66,7% dos votos, contra 29,7% de Bolsonaro.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, parabenizou Lula pela eleição e afirmou, em postagem no Twitter, "que está ansioso apra trabalhar junto". Veja no final, outras mensagens de líderens internacionais.

No Dia do Servidor Público dirigentes da CTB ressaltam importância de eleger Lula


Hoje, sexta-feira, 28 de outubro, é o Dia do Servidor Público. Ao falar sobre a data, dirigentes da CTB comemoraram a unidade dos trabalhadores e trabalhadoras na função pública na luta contra a PEC 32 e ressaltaram a importância de eleger Lula para sepultar a reforma administrativa de Jair Bolsonaro, revogar o Teto dos Gastos, acabar com o congelamento dos salários, valorizar o serviço público e o servidor e reverter os retrocessos impostos ao longo dos últimos anos.

O Dia do Servidor foi instituído no governo do presidente Getúlio Vargas pelo Conselho Federal do Serviço Público Civil, instituído pela Lei 284, de 28 de outubro de 1936. Em 28 de outubro de 1939, Vargas lançou o Decreto-Lei nº 1.713, que dispõe sobre os direitos e deveres dos que prestam serviços públicos. Em 1943, também em 28 de outubro, o Dia do Servidor Público foi incluído no calendário oficial do país mediante a edição do Decreto-Lei 5.936.

Confira abaixo o depoimento dos dirigentes da CTB sobre a data:

João Paulo Ribeiro, secretário dos Serviços Públicos e dos Trabalhadores Públicos

“No dia 28 de outubro, é preciso comemorar a unidade dos trabalhadores do serviço público das três esferas de poder e de governo. O servidor público é o aplicador das políticas públicas. Nós da CTB estivemos junto com as outras centrais para resistir e pressionar contra a PEC 32 em agosto de 2021.

O serviço público não teve e mesa de negociação durante os 4 anos desse governo. A principal luta do serviço público hoje é para implementação da negociação coletiva do serviço público. A luta da CTB é pela implementação da Convenção 151, que obriga os governos e gestores a promover mesa e negociação.

Hoje, a maioria das greves no serviço público é para abrir diálogo para negociação, o que mostra a grande relevância do tema para todos nós.”

Flauzino Antunes, secretário de relações de trabalho da CTB

“A reforma administrativa proposta pelo governo Bolsonaro é terrível para a sociedade como um todo, pois tornará a prestação do serviço público mais precária ao acabar com garantias como estabilidade e concurso público, que foram fundamentais no combate à pandemia e à produção de vacinas. Apesar do dia do servidor público, não temos o que comemorar. Durante o governo Bolsonaro só sofremos ataques e retrocessos, não houve negociação salarial ou reajuste e houveram poucos concursos. Além da perda de direitos, aumentaram os casos de perseguição, assédio moral, eleitoral e sexual.”

Antônio Augusto, membro da diretoria executiva da CTB

“Em primeiro lugar, a importância de eleger um governo público é garantir a manutenção dos serviços públicos. O governo Bolsonaro e sua política condena o serviço público à morte, assim como direitos sociais fundamentais previstos no artigo 6º da Constituição, conquistados com muita luta. O governo, por meio do ministro Paulo Guedes, já colocou como principal bandeira a reforma administrativa, que ataca os servidores e os direitos fundamentais. Eleger Lula é garantir o previsto na Constituição Cidadã, que são os direitos fundamentais e os serviços públicos.”

Fonte: Portal CTB

Centrais Sindicais querem campanha de prevenção e combate ao assédio eleitoral em rádio e televisão e solicitam audiência com presidente do TSE


As centrais sindicais manifestaram preocupação diante da explosão de denúncias de assédio eleitoral patronal para constrager trabalhadores e trabalhadoras a votar em Jair Bolsonaro. Por isto encaminharam correspondência ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre Moraes, sugerindo que o Tribunal viabilize a realização de uma campanha de combate à prática criminosa nas redes de rádio e TV e solicitaram uma reunião com Moraes para debater o problema. 

Leia abaixo a íntegra do Documento apresentado.

À Sua Excelência o Senhor Ministro Alexandre de Moraes
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral
Solicitação das Centrais Sindicais para divulgação de campanha contra assédio eleitoral
Excelentíssimo Senhor

As Centrais Sindicais requerentes, reconhecidas pela Lei nº 11.648, de 31 de março de 2008,
participam de fóruns, colegiados de órgãos públicos e demais espaços de diálogo social. Possuem,
ainda, notória atuação na defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora no Brasil.

Tendo em vista o número crescente de denúncias de assédio eleitoral – as formalizadas por
meio da página da internet do Ministério Público do Trabalho já somam mais de mil e várias estão
documentadas com vídeos – e a proximidade do segundo turno das Eleições Gerais de 2022, é
imprescindível uma ação contundente e urgente do Tribunal Superior Eleitoral na defesa da
liberdade de convicção política e do direito fundamental ao voto livre e secreto.

As Centrais Sindicais, preocupadas com a situação, já criaram canal de denúncia para acesso
de todos os trabalhadoras e as trabalhadoras: www.assedioeleitoralecrime.com.br

Por tais razões, as Centrais Sindicais Central Única dos Trabalhadores, Força Sindical, União
Geral dos Trabalhadores – UGT, Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Central dos
Sindicatos Brasileiros – CTB, e Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST solicitam a
veiculação de campanha de prevenção e combate ao assédio eleitoral em rádio e televisão (Lei nº
9.504/1997, art. 93 e Res.-TSE nº 23.610/19, art. 115).

As Centrais signatárias aguardam manifestação, requerendo, desde já, audiência com Vossa
Excelência.

Respeitosamente,

Adilson Araújo, presidente da CTB – Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do
Brasil

Sérgio Nobre, presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores

Miguel Torres, presidente da Força Sindical

Ricardo Patah, presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores

Oswaldo Augusto de Barros, presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores

Álvaro Egea, Secretário Geral da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiro

Fonte: Portal CTB

SINPROESEMMA facilita vida dos Associados e Associadas e fecha parceria com SOLAR UNIVERSE

João Sá, Jaile Lopes e representante da Solar Universe

Os sócios do Sinproesemma agora podem contratar o serviço de energia solar com desconto. O sindicato fechou parceria com a Sollar Universe que oferece 10% de desconto na implantação de energia limpa para os associados. 

A Sollar Universe é uma empresa genuinamente maranhense que foi criada com o objetivo de fomentar e expandir o mercado de energia solar, buscando a eficiência energética, desempenho de qualidade na produção e a excelência na satisfação do cliente.

Os sistemas de energia solar voltaicos são capazes complementar ou suprir totalmente as necessidades de energia da residência ou empresa. Os sistemas solares reduzem em até 95% nas contas da energia, aumenta valor comercial, diminuição do desmatamento e elevação dos recursos naturais.

Para o secretário de relações institucionais do Sinproesemma, João Sá, é mais um parceiro que vem somar ao catálogo de benefícios oferecidos aos sócios do Sinproesemma.

“Estamos trabalhando para ampliar a cada dia a rede de convênios para os nossos associados. Hoje temos um catálogo muito amplo com várias entidades educacionais, de saúde e de serviços”, pontuou João.

Presidente Jaile Lopes

Segundo o presidente em exercício do Sinproesemma, Jaile Lopes, o sindicato além de defender os interesses da categoria e lutar por direitos, também tem essas importantes parcerias que dão descontos interessantes e beneficiam os associados e seus familiares.

Fonte: ASCOM - SINPROESEMMA

Trabalhadoras e trabalhadores da Enfermagem fazem paralisação nacional nesta quarta (21) em defesa do piso salarial


Trabalhadores da enfermagem saem novamente às ruas do país nesta quarta-feira (21), em protesto contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve, por 7 votos a 4, a suspensão da aplicação do piso salarial da categoria pelos próximos 60 dias. Além disso, ocorrerão paralisações ao longo do dia em diversos estados.

A paralisação é convocada pelo Fórum Nacional de Enfermagem e pelas entidades que o compõem e tem como objetivo a defesa da Lei do Piso de Enfermagem, conquistado após um longo processo de luta da categoria.

Com ampla adesão entre trabalhadores do setor público e privado, a paralisação tem sofrido pressão contrária de alguns empregadores. “Ao invés de pressionar o Executivo e o Legislativo pela apresentação das fontes de financiamento do piso, parte do setor empresarial tenta impedir o direito de manifestação da categoria. É contraditório”, afirma Valdirlei Castagna, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS).

Para o dirigente, a paralisação nacional também cumpre o papel de exercer pressão sobre os poderes para que essas fontes sejam apresentadas: “Dentro do processo, a CNTS está levantando argumentos e dados técnicos nesse período de 60 dias. Se as fontes não aparecem, a categoria procurará novas formas de pressionar pela aplicação. Não aceitaremos retrocessos após anos de luta pela existência de um piso”, destaca.

Como parte dessa estratégia, a CNTS tem participado ativamente de reuniões com senadores e parte do setor empresarial para buscar conjuntamente alternativas de financiamento. Além disso, nos últimos dias, parlamentares têm apresentado ao Senado propostas que poderiam solucionar a questão.

STF mantém suspensão

Na última sexta-feira (16), em plenário virtual, o STF se posicionou de maneira favorável à liminar enviada pela entidade patronal CNSaúde que acusa o piso de ser economicamente inviável e solicita sua suspensão, acusando que as fontes de recursos para seu financiamento não foram indicadas.




A Lei do Piso Salarial da Enfermagem prevê a fixação do salário inicial dos enfermeiros em R$4.750, o dos técnicos de enfermagem em 70% desse valor (R$3.325) e o de auxiliares de enfermagem e parteiras em 50% dele (R$2.375). Sancionada no início de agosto, o primeiro pagamento dos salários reajustados deveria ter ocorrido no dia 5 de setembro.

CTB em defesa do piso

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e seus sindicatos de base participaram ativamente da luta pela criação do piso salarial da categoria e, por isso, comparecerá aos atos marcados para este dia 21.

No Rio de Janeiro (RJ), o SINDSPREV/RJ convoca uma manifestação a partir das 10h30 em frente ao Hospital Federal da Lagoa (HFL). No Pará (PA), o SINFEMP convoca concentração às 8h na cidade de Patos e o SENPA, às 7h em Belém. Já em Goiânia (GO), o Sint-IFESGO compõe atos pela manhã (às 7h) e pela tarde (às 17h).

Com informações dos sindicatos

Com Bolsonaro, Brasil volta a ser o país da fome


Ao longo destes três anos de governo Bolsonaro o Brasil piorou. A população sente o desmonte no dia-a-dia, na hora de colocar a comida no prato, de buscar emprego, de abastecer o carro. O desemprego disparou, a inflação aumentou, e a fome assola os lares brasileiros.

O Datafolha revelou nesta segunda-feira (27), que 1 em cada 4 brasileiros não tem comida suficiente em casa, ou seja, 26% da população não sabe o que vai comer no dia seguinte. A insegurança alimentar, em menor grau, já atinge metade da população.

Os mais afetados são os desempregados e moradores das regiões Norte e Nordeste do país. Segundo o IBGE, há atualmente 11,9 milhões de desempregados. A taxa de desemprego é de 11,1%. Já os subempregados e precarizados representam 23%. E 4,6 milhões estão em situação de desalento, o que significa que já desistiram de buscar uma oportunidade.

Recorde de desigualdade

Em questão de pouco tempo, o Brasil virou o país da desesperança, da fome e da falta de perspectiva. Hoje, estamos no topo dos países mais desiguais do mundo, atrás apenas da Rússia, onde o 1% mais rico concentra 58% da riqueza total.

No Brasil, o 1% mais rico detém quase metade da riqueza nacional: eles são donos de 49,6% de todo o patrimônio. E esse número aumento, com relação a 2019, justamente durante a pandemia da Covid-19, quando a maioria da população enfrentou além do vírus, a crise econômica, o desemprego e os desmontes do governo Bolsonaro.

Diante deste cenário de desalento, os movimentos sociais, junto às centrais sindicais, entre elas a CTB, se mobilizam para levar solidariedade e comida à mesa de quem mais precisa. A Campanha Contra a Carestia cresce em todo o Brasil.

Fonte: Portal CTB

Bloco de protesto “BolsoCaro Nunca Mais” marca dia de mobilização nacional em São Luís


O Movimento Fora Bolsonaro realiza Dia de Mobilização Nacional, neste sábado (09) em todo o Brasil. Em São Luís, o Dia será marcado pelo Bloco “Bolsocaro Nunca Mais”, que se concentrará às 9 horas na Praça João Lisboa e percorrerá toda a rua grande.

Segundo a coordenação do Movimento no estado, a ideia é fazer um cordão de protesto e esperança, marcado por denúncias sobre a realidade do país, tratando de temas como fome, desemprego, privatizações e carestia com irreverência mas muita seriedade.

Com paródias de marchinhas de Carnaval, cartazes-pirulitos, charanga e muita disposição, os manifestantes querem dialogar com o público que vai ao comércio no sábado, denunciando mais de 12 milhões de desempregados, quase 20 milhões de pessoas passando fome, metade da população vivendo algum nível de insegurança alimentar, o crescimento de algumas formas de violência, o custo de vida que corrói os salários e impõe cada dia mais sofrimento às famílias e os constantes escândalos de corrupção no Governo Bolsonaro, dentre outras pautas.
Joel Nascimento, presidente da CTB e membro da Coordenação do Fora Bolsonaro, explica que “o momento ainda é de luto por mais de 660 mil mortos por covid e de muitas privações e incertezas para todo o povo brasileiro, mas é a esperança de dias melhores que mantém esse povo de pé, por isso a ideia é protestar e denunciar com a alegria de quem luta e acredita na mudança”.

O quê:

Bloco “Bolsocaro Nunca Mais” – Dia de Mobilização Nacional “Bolsonaro Nunca Mais”

Quando: Sábado, 09 de abril, às 9 horas

Onde: Praça João Lisboa – Centro - São Luís (concentração)

Abridor de Lata: "Alguém duvida que 2022 será um ano de muitos desafios?"


Alguém duvida que 2022 será um ano de muitos desafios?

Mas o que temos visto é muita gente já “subindo no salto” e dando por certo o resultado das eleições.

Sim, o governo Bolsonaro é um fracasso tão retumbante que há tempos vem capengando nas pesquisas. Sua aprovação é baixíssima e grande parte de seu eleitorado de 2018 percebeu o tamanho do erro que foi colocar o Brasil nas mãos de alguém que, em tão pouco tempo, conseguiu levar nosso país para o abismo (do qual teremos muita dificuldade para sair).

Mas temos que alertar: todo o cuidado é pouco nessa trajetória (ainda longa). Como dizem: muita água ainda vai rolar.

E muito lodo também. Afinal, o governo dispõe de um vasto arsenal de mentiras, distribuídas em seu bunker de guerra chamado “gabinete do ódio”, que é financiado com recursos públicos e privados para espalhar fake news de forma massiva.

Portanto, não dá para sermos ingênuos e achar que podemos relaxar, e que basta esperar que tudo mudará no ano que vem.

Temos muito trabalho pela frente e os sindicatos são essenciais nessa trajetória.

Campanha profissional

Para quem olha as diversas fake news distribuídas pelos apoiadores do governo, com seu aspecto caseiro, pode achar que são materiais feitos de forma amadora e desorganizada por voluntários.

Isso não passa de fachada.

O que precisamos te contar é que essa estratégia é construída utilizando métodos avançados de marketing, elaborada até na forma como serão lançadas. São planejadas no tempo, no formato e na história a ser contada no final. Sempre têm algum objetivo (político ou financeiro).

Recheados de gatilhos mentais essas postagens têm moldado o pensamento de sua base e de uma parcela considerável da sociedade.

E aí sentimos em te dizer que apenas textos jornalísticos recheados de dados não farão cócegas nessa batalha.

Veja: as pessoas não aderem ao extremismo bolsonarista por acreditar em fatos, dados e informações concretas. Pelo contrário. Esse apoio é moldado pela repetição de mentiras, paranoias infantilizadas, reforço aos sentimentos como ódio, rancor, racismo, egoísmo e repúdio a pautas humanizadas.

Então, para combater tudo isso, não basta apenas apresentar dados e fatos e achar que será suficiente para trazer a pessoa à razão. É necessário adotar uma estratégia de marketing político afinado com o movimento sindical.

Como você pode ajudar enquanto sindicato?

Os sindicatos precisam utilizar esse período para combater as fake news e conscientizar a sua base e a sociedade de que mudanças urgentes são necessárias. De que o Brasil precisa seguir outro rumo.

Para isso, organizar uma campanha própria de conscientização será fundamental nessa guerra de informações.

Precisamos criar uma rede que combata essas fake news e, acima de tudo, faça o enfrentamento em um nível ainda melhor do que esses devoradores de direitos (e de vidas) têm feito.

“Minha categoria não permite isso”

Podemos te garantir que todos os sindicatos podem ajudar nessa batalha sem que sua categoria surte ou entre em colapso.

Para isso, é preciso implementar estratégias de comunicação.

Não é de hoje que muitos trabalhadores têm dificuldades em se reconhecer como parte de uma classe social (e acabarem apoiando pautas contra os próprios direitos), mas caminhar para esse reconhecimento é tarefa obrigatória do sindicato e é possível, sim, em todas as categorias.

Por nossa experiência, não existe sindicato que não consiga construir essa consciência, basta que a diretoria tenha vontade e invista em um projeto de comunicação com esse objetivo.

Certamente haverá reações. Mas, se forem aplicadas as estratégias corretas, é possível eliminar as principais fontes de resistência.

Ainda dá tempo?

Não é tarde para começar.

Ainda dá tempo para contribuir com essas mudanças na sua base e na sociedade.

O mais importante é que você consiga fazer isso com o apoio de profissionais especializados em marketing e estratégias políticas.

Pois não se trata apenas do que você diz, mas como você diz. Isso faz toda a diferença.

Fonte: Abridor de Lata

Federação dos Sindicatos Independentes da Rússia envia carta às centrais sindicais do Brasil sobre as raízes do conflito na Ucrânia


Do Portal CTB

Em carta recebida em 16 de março de 2022, pelas centrais sindicais brasileiras que participam do BRIC sindical (CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CSB), Evgeny Makarov, Coordenador nacional do Fórum BRICS TU e Vice-presidente da Federação dos Sindicatos Independentes da Rússia, esclarece a posição da entidade com relação ao atual conflito na Ucrânia.

Makarov afirma que “organizações sindicais, sobretudo europeias, apresentam interpretações próprias, distantes da realidade e, por vezes, apenas falsas” sobre o conflito que acontece desde 24 de fevereiro e que logo após o golpe de estado ocorrido em Kiev em 2014 a Federação passou a receber informações “sobre o início da pressão contínua sobre a população de língua russa no sudeste da Ucrânia”. Pessoas que, segundo ele, passaram a ser acolhidas pelo governo russo. “Até o momento, cerca de um milhão de cidadãos ucranianos que viviam anteriormente nas regiões de Donetsk e Lugansk tornaram-se cidadãos russos, e aproximadamente o mesmo número solicitou passaportes russos, o que representa um pouco menos de 50% da população total que vive lá”, disse.

Ele fala ainda sobre “um verdadeiro genocídio por motivos étnicos” contra os cidadãos de língua russa da Ucrânia e os cidadãos russos que vivem nas regiões de Donetsk e Lugansk.

Leia aqui a carta traduzida e a versão original em inglês no link.

16 de março de 2022

Atenção: Federações Sindicais Nacionais dos países BRICS

Caros colegas,

Em primeiro lugar, gostaríamos de agradecer as palavras de apoio e compreensão que recebemos em relação à atual situação geopolítica.

Decidimos informá-los sobre a posição da Federação dos Sindicatos Independentes da Rússia em relação à operação militar especial que está acontecendo na Ucrânia desde 24 de fevereiro de 2022.

Sabemos que algumas organizações sindicais, sobretudo europeias, apresentam interpretações próprias, distantes da realidade e, por vezes, falsas sobre os acontecimentos que estão a decorrer. Esperamos que esta carta ajude a entender a situação atual.

Sem entrar em detalhes e aspectos históricos, notamos que imediatamente após o golpe de estado ocorrido em Kiev em 2014, passamos a receber informações de nossas organizações filiadas nas regiões da Rússia que fazem fronteira com a Ucrânia, bem como de organizações sindicais organizações das regiões de Donetsk e Lugansk que se recusaram a reconhecer as novas autoridades, sobre o início da pressão contínua sobre a população de língua russa no sudeste da Ucrânia. Tal pressão foi expressa em:
Obstruir as atividades de empresas e organizações;
Recusa de compra de produtos e fornecimento de matérias-primas para essas regiões;
Falência de empresas operacionais, demissões em massa e demissões;
Recusa de pagamento de pensões e benefícios aos desempregados dessas regiões, cessação do emprego, desorganização da esfera social.

Nossas afiliadas inicialmente consideraram que essas circunstâncias eram dificuldades temporárias relacionadas à crise econômica e política na Ucrânia. Nossas organizações territoriais, setoriais e de base, membros sindicais de base realizaram inúmeras coletas de ajuda humanitária e ajudaram a enviar várias dezenas de comboios humanitários para o território da Ucrânia alvo direcionado a coletivos de trabalho.

À medida que o confronto aumentava, dezenas de milhares de deslocados e refugiados incapazes de se adaptar à situação cada vez mais deteriorada na Ucrânia começaram a se mudar para as regiões que fazem fronteira com a Rússia.

O governo russo foi obrigado a abordar a questão da legalização de pessoas que perderam seus empregos, casas, oportunidades de educação e saúde e facilitar seu acesso à cidadania russa. Até o momento, cerca de um milhão de cidadãos ucranianos que viviam anteriormente nas regiões de Donetsk e Lugansk tornaram-se cidadãos russos, e aproximadamente o mesmo número solicitou passaportes russos, o que representa um pouco menos de 50% da população total que vive lá.

Ao mesmo tempo, a migração anual de mão de obra da Ucrânia para a Rússia naqueles anos variou de 2 a 3,5 milhões de homens e mulheres ucranianos saudáveis. Temos exemplos em que mais da metade da força de trabalho das empresas russas era composta por trabalhadores migrantes de várias regiões da Ucrânia. Mais de 12% da população ucraniana apta estava trabalhando na Rússia!

Como os desenvolvimentos subsequentes mostraram, a liderança central da Ucrânia lançou uma campanha para expulsar do país a população das regiões descontroladas de Donbass e Lugansk. Além disso, isso foi feito com base étnica e relacionado aos cidadãos de língua russa da Ucrânia. Um zelo particular neste assunto foi demonstrado por movimentos nacionalistas, essencialmente gangues, apoiados ativamente pelas autoridades do país vizinho.

Basta dizer que o primeiro decreto do novo governo foi um decreto que proibia a língua russa na Ucrânia. Ao mesmo tempo, de acordo com o único censo populacional realizado na Ucrânia em 2001, 29,6% das pessoas, incluindo 14,8% dos ucranianos, chamavam o russo de sua língua nativa, embora, de acordo com estimativas independentes, sua prevalência real seja muito maior.

A nossa opinião pública desenvolveu gradualmente a convicção de que um verdadeiro genocídio por motivos étnicos foi cometido contra os cidadãos de língua russa da Ucrânia e os cidadãos russos que vivem nas regiões de Donetsk e Lugansk. Tudo isso acontecia no centro da Europa diretamente nas fronteiras da Federação Russa.

O desenrolar da histeria nazista na sociedade ucraniana nos alarmou muito durante os últimos oito anos e especialmente nos últimos dois anos, quando se descobriu que vários estados estrangeiros, além da ajuda humanitária, estavam fornecendo à minoria nacionalista ucraniana armas modernas, e agora com mercenários, o que contribui para a escalada do conflito.

Em suma, estes fatos conduziram a um agravamento sem precedentes da situação e às consequências sobre as quais o mundo inteiro agora comenta.

Com o início de uma operação militar especial, havia esperança de que as forças nacionalistas na Ucrânia seriam detidas, a perigosa militarização daquele país seria detida e os cidadãos de língua russa seriam protegidos da discriminação e poderiam retornar às suas casas e vida.

Se você estiver interessado em uma informação mais abrangente sobre aspectos históricos e políticos do que está acontecendo, a posição das autoridades oficiais é compartilhada pela esmagadora maioria dos cidadãos russos (de acordo com pesquisas de opinião recentes, mais de 72% de nossa população apoia a operação na Ucrânia), oferecemos-lhe os links para dois discursos do Presidente Putin ao povo da Rússia, que podem oferecer respostas a muitas questões aqui levantadas [links AQUI e AQUI].

Por sua vez, estaríamos sempre prontos para lhe dar explicações atualizadas, detalhadas e exaustivas sobre a situação.

Evgeny Makarov

Vice-presidente da FNPR, Coordenador nacional, Fórum BRICS TU

Tradução: Luciana Cristina Ruy

Fonte: Radio Peão. Foto: Reconta ai