SINPROESEMMA promove dia de lazer para servidores técnicos e de apoio da educação


O Sinproesemma realizou, no sábado, 08 de agosto, a terceira edição do Dia de Lazer para os Servidores Técnicos e de Apoio da Educação, reunindo trabalhadores em educação não docentes em um momento de confraternização, integração e valorização da categoria.

O evento aconteceu na sede social, na Estrada de Ribamar, e contou com programação de lazer, música e sorteio de brindes para os participantes. Entre as atrações, estiveram Crys Angel e Júnior Maranhão e Banda, que animaram a confraternização ao longo do dia.

Para a secretária de Servidores Técnicos e de Apoio, Maria Militana, a realização do encontro representa uma forma de reconhecer e valorizar os profissionais não docentes que fazem parte do cotidiano da educação.


“Este é um momento pensado especialmente para os nossos servidores técnicos e de apoio, que são fundamentais para o funcionamento da educação. Além de proporcionar um dia festivo, queremos fortalecer a convivência e demonstrar o quanto essa categoria é importante para o Sinproesemma”, declarou.

O presidente em exercício do Sinproesemma, Fábio Orlan, também destacou a importância da iniciativa: 
“O Sinproesemma é feito por todos os trabalhadores em educação, e os servidores técnicos e de apoio têm um papel fundamental nessa construção. Este momento de confraternização é também uma demonstração do nosso reconhecimento e do compromisso do sindicato com a valorização de toda a categoria”, destacou Fábio.

A terceira edição do Dia de Lazer reforçou a importância de criar espaços de convivência e integração entre os trabalhadores e trabalhadoras em educação, fortalecendo os vínculos e a atuação coletiva do Sinproesemma.

Fonte: ASCOM - SINPROESEMMA

Mercado de trabalho avança, mas precarização ainda freia melhora das condições de emprego, mostra Dieese


O mercado de trabalho brasileiro iniciou 2026 em trajetória de fortalecimento. É o que revela o ICT-Dieese (Índice da Condição do Trabalho), de junho, elaborado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) com base nos dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE.

No primeiro trimestre de 2026, o indicador alcançou 0,75, resultado 0,05 ponto superior ao registrado no último trimestre de 2025 e 0,07 ponto acima do observado no mesmo período do ano anterior. Como o índice varia entre 0 e 1, quanto mais próximo de 1, melhores são as condições gerais do mercado de trabalho.

O avanço reforça a continuidade da recuperação observada desde o pós-pandemia, sustentada pela expansão do emprego formal, pelo crescimento da renda e pela redução estrutural do desemprego.

Entretanto, o próprio Dieese ressalta que a melhora ainda convive com obstáculos importantes, sobretudo o aumento das formas precárias de ocupação e a persistente concentração da renda do trabalho.

O que mede o ICT-Dieese

Criado para oferecer visão mais abrangente da qualidade do mercado de trabalho, o ICT-Dieese vai além da tradicional taxa de desemprego. O indicador reúne 3 dimensões consideradas fundamentais:Inserção Ocupacional, que avalia formalização do vínculo empregatício, contribuição previdenciária e estabilidade no emprego;Desocupação, que considera desemprego, desalento, tempo prolongado de procura por trabalho e situação dos responsáveis pelos domicílios; eRendimento, que mede o rendimento real por hora trabalhada e o grau de concentração da renda.

A combinação dessas 3 dimensões permite avaliar não apenas se há mais pessoas ocupadas, mas também a qualidade dessas ocupações e a distribuição dos ganhos obtidos pelos trabalhadores.

Emprego formal
impulsiona indicador

O principal avanço do trimestre ocorreu na dimensão Inserção Ocupacional, cujo índice passou de 0,54 para 0,62.

Segundo o Dieese, esse desempenho reflete a continuidade da expansão do emprego com carteira assinada, um dos fatores mais importantes para elevar a qualidade do mercado de trabalho, já que empregos formais costumam oferecer maior proteção social, acesso à Previdência e maior estabilidade.

Apesar disso, a entidade destaca que a melhora poderia ser ainda mais intensa. Isso porque, paralelamente ao crescimento dos vínculos formais, continuam aumentando formas mais precárias de ocupação, como relações de trabalho com menor proteção trabalhista e previdenciária.

Na avaliação da entidade, esse movimento impede que o indicador de inserção ocupacional avance em ritmo mais acelerado.

Renda cresce e distribuição
melhora discretamente

Outro fator decisivo para o resultado positivo foi a evolução da dimensão Rendimento, que saltou de 0,68 para 0,75. O desempenho decorreu principalmente de 2 fatores:aumento do rendimento real por hora trabalhada; e
pequena redução da concentração dos rendimentos.

A recuperação do poder de compra dos salários vem sendo favorecida pela desaceleração da inflação, pelos reajustes salariais negociados acima da inflação em diversos setores e pelo fortalecimento do mercado de trabalho, fatores que ampliam o poder de negociação dos trabalhadores.

Embora a melhora distributiva ainda seja modesta, essa representa sinal importante de que os ganhos de renda começam a alcançar parcelas mais amplas da população ocupada.

Desemprego continua baixo,
mas indicador recua ligeiramente

A dimensão Desocupação apresentou pequena redução, passando de 0,88 para 0,87.

À primeira vista, o resultado pode parecer contraditório, mas decorre da metodologia do índice: como valores mais altos representam melhores condições de trabalho, a leve queda indica pequena deterioração nesse componente específico.

Segundo o Dieese, o movimento foi provocado pela elevação da taxa de desemprego e do desalento — inclusive entre os responsáveis pelos domicílios — parcialmente compensada pela diminuição da proporção de trabalhadores em situação de desemprego de longa duração.

Ou seja, embora mais pessoas tenham voltado a procurar emprego, aquelas que permanecem desempregadas há muito tempo diminuíram proporcionalmente.

Tendência continua positiva

Na média móvel dos 4 últimos trimestres, o ICT-Dieese mantém trajetória consistente de crescimento.

As 3 dimensões apresentam evolução favorável, indicando que a melhora observada não decorre de fatores conjunturais isolados, mas de processo gradual de fortalecimento do mercado de trabalho.

Para o Dieese, os principais vetores positivos permanecem os mesmos dos últimos anos:

redução interanual das taxas de desemprego e desalento;


crescimento do emprego com carteira assinada; e


aumento do rendimento real do trabalho.


Esses fatores sustentam a elevação contínua do indicador e reforçam o ambiente de recuperação do mercado laboral brasileiro.



Precarização ainda limita
qualidade do trabalho

Apesar da evolução positiva, o estudo alerta que o mercado de trabalho brasileiro continua marcado por importantes desequilíbrios estruturais.

O crescimento de formas precárias de inserção ocupacional — como vínculos de menor proteção social, elevada rotatividade e informalidade parcial — reduz o ritmo de melhora da qualidade do emprego. Ao mesmo tempo, a concentração dos rendimentos ainda permanece elevada, restringindo os efeitos distributivos do crescimento econômico.

Na prática, isso significa que o País gera mais empregos e melhora a renda média dos trabalhadores, mas ainda enfrenta dificuldades para converter essa expansão em ocupações de maior qualidade e em distribuição mais equilibrada dos ganhos do trabalho.

Principais números do ICT-DieeseICT-Dieese: 0,75 no primeiro trimestre de 2026;


Alta de 0,05 ponto em relação ao quarto trimestre de 2025;


Alta de 0,07 ponto na comparação com o primeiro trimestre de 2025;


Inserção Ocupacional: de 0,54 para 0,62;


Rendimento: de 0,68 para 0,75; e


Desocupação: de 0,88 para 0,87.



Leitura dos resultados

Os dados do ICT-Dieese indicam que o mercado de trabalho brasileiro segue em processo de fortalecimento, com avanços consistentes na formalização do emprego e na recuperação da renda.

O índice de 0,75 representa um dos melhores resultados recentes e confirma que a economia continua absorvendo trabalhadores em ritmo favorável.

Ao mesmo tempo, o levantamento evidencia que o desafio deixou de ser apenas gerar postos de trabalho. A agenda passa a envolver a elevação da qualidade dessas ocupações, a redução da precarização e a diminuição das desigualdades salariais.

Em outras palavras, o País avança na quantidade de empregos, mas ainda precisa transformar esse crescimento em trabalho mais protegido, estável e mais bem remunerado para consolidar mercado laboral verdadeiramente inclusivo e sustentável.

Acesse a íntegra do ICT-Dieese

Fonte:PORTAL  DIAP