Equipe de transição de governo escala nomes das centrais sindicais

Equipe de transição

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) anunciou, nesta quarta-feira (16), novos grupos técnicos e a lista de novos nomes para a equipe de transição do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O GT Trabalho é composto por: Adilson Araújo (CTB, presidente), André Calistre (Ipea, pesquisador), Clemente Lúcio (Fórum das Centrais Sindicais, assessor), Fausto Augusto Junior (Dieese), Laís Abramo (OIT), Miguel Torres (Força Sindical, presidente), Patrícia Vieira Trópia (UFU, professora), Ricardo Patah (UGT, presidente), Sandra Brandão (Unicamp, professora) e Sergio Nobre (CUT, presidente).

Mais grupos temáticos

Os GT (grupos de trabalhos), que reúnem nomes técnicos e políticos, foram divididos por áreas temáticas: Trabalho, Educação, Esportes, Infraestrutura, Juventude, Cidades, Cultura, Subgrupo de Infância (em Direitos Humanos).

Há, ainda, os grupos de Agricultura, Assistência Social, Cidades, Ciência, Comunicação, Cultura, Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Regional, Economia, Educação, Igualdades Racial, Indústria, Comércio, Serviços e Pequenas Empresas; Mulheres, Justiça, Planejamento, Orçamento e Gestão; Segurança Pública, Minas e Energia, Meio Ambiente, Povos Originários, Pesca, Saúde, Transparência e Turismo.

Os grupos vão se reunir para apresentar diagnóstico dos problemas de cada área temática e, em seguida, irão propor soluções. Os GT não são deliberativos.

Ao todo, 31 grupos técnicos vão debater e produzir subsídios para elaboração de relatório final de transição que que vai ser entregue em dezembro ao presidente e vice eleitos e ministros indicados.

Gabinete de Transição

O gabinete de transição, com base na Lei 10.609/02, é o órgão estabelecido sempre que há troca de presidente da República. A função desse gabinete é organizar a troca de governo, a partir de informações da gestão atual.

Os membros desse gabinete, apesar de manterem relações próximas com os ministérios respectivos aos temas, não necessariamente serão ministros do novo governo sob chefia do presidente eleito Lula.

Fonte: DIAP

SINPROESEMMA realiza com sucesso 3a Edição de Curso de Formação Sindical em São Luís








O Sinproesemma, através da Secretaria de Formação, realizou a terceira etapa do Curso de Formação Sindical nos dias 11 e 12 de outubro, no Hotel Santos Dumont. Durante os dois dias de evento a direção geral do sindicato discutiu sobre conjuntura política, resultado das eleições de 2022 e Direitos Trabalhistas, Sindical e Previdenciário. As palestras foram ministradas pelo professor e advogado Geraldo Santana, ex-presidente do Sinpro-GO e assessor jurídico da Contee.

A terceira etapa do Curso de Formação Sindical, realizada pelo Centro de Estudos Sindicais (CES), fecha o ciclo de estudos que tem como objetivo estimular a importância da militância sindical, apontar o papel dos sindicatos na construção da consciência de classe e discutir o fortalecimento das bases sociais da democracia.

Segundo o secretário de formação sindical, Amarildo Silveira, a terceira etapa da formação foi um sucesso e alcançou os objetivos esperados.

“A gente entende que formação é fundamental para a emancipação do trabalhador. A gente vive dia conturbados e as relações de trabalho foram extremamente prejudicadas pelas reformas feita pelo governo Bolsonaro e precisamos entender esse cenário para poder lutar por aquilo que é direito do trabalhador. A formação ajudou a compreender esse processo e a importância do trabalhador dentro da construção de uma sociedade melhor e com a nossa efetiva participação”, apontou Amarildo.

O coordenador do núcleo de Nova Olinda do Maranhão, Professor Francisco Gerrá chamou a atenção da vasta bagagem e conhecimento disponibilizado pelo palestrante professor Geraldo Santana.

“Muito boa e proveitosa a terceira etapa do curso de formação. Foram informações muito interessante que contribuíram para entendermos esse momento em que estamos vivendo e a projeção dos desafios que iremos enfrentar nos próximos anos. Agora, os diretores presentes vão ser pulverizadores dessas informações nos mais diversos municípios maranhenses”, disse Gerrá.

Para o palestrante, professor Geraldo Santana, foi um momento impar e inesquecível.

“Um curso de altíssimo nível com efetiva participação nas discussões com todos os trabalhadores em educação. Temos a convicção de que conseguimos alcançar o objetivo dessa formação e tenho certeza que o curso terá desdobramento e o nosso diálogo servirá de base para as futuras mobilizações do Sinproesemma, porque temos um Brasil para reconstruir. Aqui vivi um momento impar e inesquecível nos meus quase 50 anos de militância sindical”, pontuou Santana.

Já o presidente do Sinproesemma, professor Raimundo Oliveira, exaltou o nível das discussões no curso de formação.

“O fim desse ciclo de formação consolidou o conhecimento da direção do Sinproesemma e com isso, o fortalecimento da luta em busca da garantia de políticas públicas e de valorização dos trabalhadores”, frisou Oliveira.



Para acessar mais fotos do evento, clique aqui.

Fonte: ASCOM - SINPROESEMMA

Pacto pela Democracia: A sociedade brasileira reafirma seu compromisso com a democracia


O Pacto pela Democracia é uma plataforma da sociedade civil que reúne diversas organizações sindicais, da imprensa, movimentos sociais, associações, ONGs, dentre outros, na defesa da vida política e democrática no Brasil. A CTB integra essa iniciativa que, neste dia 8 de novembro, lançou uma nota conjunta reafirmando o resultado das eleições nacionais e a legitimidade do processo democrático. Leia a íntegra abaixo:


No último dia 30 de outubro de 2022, o Brasil concluiu uma das eleições nacionais mais desafiadoras de sua história. A soberania popular foi consumada e a jornada cívica transcorreu com ampla participação, transparência e segurança. Desde a redemocratização, a realização de cada eleição é reconhecida como um direito inalienável e celebrada como uma conquista democrática vital à construção do país. Agora, este sentimento se renova. Após quatro anos de ataques à democracia, aos valores da convivência democrática e às instituições da República, a sociedade brasileira reafirma o seu compromisso e protagonismo cívico, concluindo este ciclo eleitoral com êxito inegável.

Ao longo dos últimos quatro anos o Brasil passou por um intenso processo de recessão democrática, impulsionado por um governo abertamente autoritário. Tal cenário demandou de todos os setores da sociedade civil brasileira um esforço hercúleo de resistência, resiliência e compromisso com a construção democrática herdada por nossa geração, mesmo em meio à maior pandemia de nossa história e a um contexto de crises sanitária, política, econômica e social sobrepostas.

Organizações e movimentos sociais, entidades de classe, imprensa, agentes políticos, academia e setores empresariais uniram-se em frentes, coalizões e redes em defesa da democracia e dos direitos fundamentais. Aplacamos parte considerável dos retrocessos em agendas vitais ao país. Estivemos ao lado de instituições de Estado, entidades internacionais e vozes relevantes da sociedade que se levantaram contra os avanços autoritários em curso. Como parte de uma ampla articulação, enfrentamos o peso da máquina pública posta a favor de um projeto autocrático e o abuso de poder econômico e político para proteger a integridade do processo eleitoral brasileiro. Confrontamos a violência de redes poderosas de desinformação, bem como ataques e perseguições a organizações, ativistas e jornalistas. E mesmo assim, logramos criar um ambiente de normalidade para a realização de eleições livres e íntegras.

Nem mesmo os ataques à credibilidade do sistema eleitoral, o assédio a eleitores por parte de empresários e líderes religiosos, o boicote e a má-fé de agentes públicos foram capazes de enfraquecer a aposta da sociedade brasileira na democracia. Conquistado em quase 400 cidades, a mobilização pelo acesso gratuito ao transporte público no dia do pleito foi um importante elemento na garantia do exercício do voto. A população brasileira compareceu em peso recorde às urnas e renovou seu empenho em favor da Constituição Federal e do regime das garantias, das liberdades e da pluralidade. Agora, espera-se que as instituições competentes apurem as infrações praticadas em âmbito eleitoral, aplicando as correspondentes responsabilizações a quem as tiver cometido, sem distinção de cargo ou relevância hierárquica.

A lisura do nosso sistema eleitoral foi reconhecida mundo afora, por diversos países, blocos multilaterais, observadores e organismos internacionais, e exaltada por lideranças de todo o espectro político e setores sociais brasileiros. Lamentamos que o mesmo não tenha sido feito, de forma explícita, pelo Presidente da República e seus apoiadores mais radicalizados, amotinados em estradas e vias públicas, gerando incômodos e prejuízos ao país.A sociedade civil seguirá zelando por um processo de transição construtivo e respeitoso, ao mesmo modo que incansável no reforço e na reconstrução das bases que retomem a trilha do enraizamento e aprofundamento democráticos no país. Será preciso trabalhar junto à população brasileira pela recuperação do sentido de convivência e destino partilhados, com a promoção da tolerância e do pluralismo; junto às instituições, pelo aperfeiçoamento do sistema político, e dos meios de participação, transparência e controle social, mecanismos fundamentais para o fortalecimento da democracia. Assim, as organizações sociais, abaixo subscritas, vêm a público reafirmar o seu compromisso com o Brasil.

Assinam:

4daddy

Agência Ambiental Pick-upau

Aliança Nacional Lgbti+

All Out

Associação Brasileira de Famílias homotransAfetivas

Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)

Associação Brasileira de ONGs (Abong)

Atados

AVAAZ

Cenpec

CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL (CTB)

Centro de Convivência É de Lei

CENTRO POPULAR DE DIREITOS HUMANOS – CPDH

Climate Reality Project Brasil

Coalizão Brasil por Memória, Verdade, Justiça, Reparação e Democracia

Conectas Direitos Humanos

CSB – CENTRAL DOS SINDICATOS BRASILEIROS

CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil

CTI – Centro de Trabalho Indigenista

CUT – Central Única dos Trabalhadores

Elas No Poder

Força Sindical

Grupo MOL

Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor

Institito de Desenvolvimento Sustentável Baiano – IDSB

Instituto 215

Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico – IBDU

Instituto Cidades Sustentaveis

Instituto Clima de Eleição

Instituto de Defesa do Direito de Defesa

Instituto de Referência Negra Peregum

INSTITUTO ETHOS DE EMPRESAS E RESPONSABILIDADE SOCIAL

Instituto Hori Educação e Cultura

Instituto Igarapé

Instituto Marielle Franco

Instituto Physis – Cultura & Ambiente

Instituto Piracicabano de Estudos e Defesa da Democracia

Instituto Pro Bono

Instituto Sou da Paz

Instituto Vamos Juntas

Instituto Vladimir Herzog

Intersindical central da classe trabalhadora

Kurytiba Metropole

LabHacker – Laboratório Brasileiro de Cultura Digital

LAUT – Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo

Movimento Acredito

Movimento do Ministério Público Democratico – MPD

Movimento Político pela Unidade

MPpU – Movimento Político pela Unidade

NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores

Observatório do Clima

Observatório Político e Eleitoral (OPEL)

Open Knowledge Brasil

Oxfam Brasil

Plan International Brasil

PNBE -Pensamento Nacional das Bases Empresariais

ponteAponte

PÚBLICA Central do Servidor

Rede Brasileira de Conselhos -RBdC

Rede Justiça Criminal

SEJA DEMOCRACIA/IMJA

TETO Brasil

UGT – União Geral dos Trabalhadores

Washington Brazil Office

WWF Brasil

Em nota unificada, Centrais sindicais se posicionam sobre bloqueios criminosos nas estradas


Em nota unificada, centrais sindicais se posicionam sobre bloqueios nas estradas. 

Destacam que o movimento sindical não aceita provocações, radicalismos e reforçam a importância do Congresso Nacional e do STF na busca de soluções republicanas. 

Leia a íntegra:

Eleições legítimas e povo soberano

As centrais sindicais signatárias reafirmam a defesa da democracia e do legítimo processo eleitoral de 30 de outubro, que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência da República, cujo mandato se iniciará em 1º de janeiro de 2023.

O segundo turno das eleições de 2022 ficará marcado na história do Brasil como o momento em que a democracia, a busca pela paz, pela justiça social e a normalidade política retornam pela vontade legítima e soberana do povo brasileiro.

Tendo em vista que as eleições em todo Brasil foram legítimas, democráticas, transparentes e reconhecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e que todos devem se submeter à vontade soberana do povo e do eleitorado.

Não podemos aceitar uma espécie de 3º turno que setores políticos isolados do bolsonarismo tentam, numa estratégia golpista e antidemocrática, submeter a sociedade brasileira através de tumultos, bloqueios de rodovias e outras manifestações sem respaldo político e popular.

É inaceitável e criminosa a posição adotada por setores partidarizados dos órgãos de segurança – em especial da Polícia Rodoviária Federal (PRF) – que prevaricam no cumprimento de suas funções e obrigações legais e constitucionais.

Conclamamos urgentemente que os governos federal e estaduais, as instituições democráticas, em todas as formas da Lei, adotem todas as providências, e o retorno da normalidade para garantir o respeito à democracia e ao resultado das eleições.

É importante destacar que o movimento sindical não aceite provocações e radicalismos e reforçam a importância do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) na busca de soluções republicanas.

Estaremos vigilantes para garantir o respeito à democracia e o resultado das eleições.

Lula é eleito presidente do Brasil pela terceira vez com mais de 60 milhões de votos


Neste domingo (30), dia do segundo turno da eleição, Lula (PT) foi eleito presidente da República pela terceira vez. Com 99,95% das urnas apuradas, o petista teve 60.313.340 (50,90%) dos votos válidos e foi para a Avenida Paulista comemorar com os eleitores. 

O perdedor, o presidente Jair Bolsonaro (PL), teve 58.189.292 (49,10%) dos votos válidos.

Lula teve mais de 2 milhões de votos do que o segundo colocado e bateu seu próprio recorde. Em 2006, Lula teve 58.295.042 votos, numericamente a maior votação da história do Brasil.

Enquanto o petista é o primeiro brasileiro a ser eleito três vezes presidente pelo voto direto - venceu em 2002 e 2006 -, Bolsonaro é o primeiro presidente a perder uma reeleição no exercício do mandato.

Esta é a quinta eleição do PT para a chefia do país, desde 2002, duas vezes com Lula e duas com a ex-presidente Dilma Rousseff (2010 e 2014).

No primeiro turno Lula teve 52,7 milhões de votos (48,43%), contra 51 milhões de Bolsonaro (43,2%). A maior votação do petista foi na Região Nordeste, onde teve 66,7% dos votos, contra 29,7% de Bolsonaro.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, parabenizou Lula pela eleição e afirmou, em postagem no Twitter, "que está ansioso apra trabalhar junto". Veja no final, outras mensagens de líderens internacionais.

No Dia do Servidor Público dirigentes da CTB ressaltam importância de eleger Lula


Hoje, sexta-feira, 28 de outubro, é o Dia do Servidor Público. Ao falar sobre a data, dirigentes da CTB comemoraram a unidade dos trabalhadores e trabalhadoras na função pública na luta contra a PEC 32 e ressaltaram a importância de eleger Lula para sepultar a reforma administrativa de Jair Bolsonaro, revogar o Teto dos Gastos, acabar com o congelamento dos salários, valorizar o serviço público e o servidor e reverter os retrocessos impostos ao longo dos últimos anos.

O Dia do Servidor foi instituído no governo do presidente Getúlio Vargas pelo Conselho Federal do Serviço Público Civil, instituído pela Lei 284, de 28 de outubro de 1936. Em 28 de outubro de 1939, Vargas lançou o Decreto-Lei nº 1.713, que dispõe sobre os direitos e deveres dos que prestam serviços públicos. Em 1943, também em 28 de outubro, o Dia do Servidor Público foi incluído no calendário oficial do país mediante a edição do Decreto-Lei 5.936.

Confira abaixo o depoimento dos dirigentes da CTB sobre a data:

João Paulo Ribeiro, secretário dos Serviços Públicos e dos Trabalhadores Públicos

“No dia 28 de outubro, é preciso comemorar a unidade dos trabalhadores do serviço público das três esferas de poder e de governo. O servidor público é o aplicador das políticas públicas. Nós da CTB estivemos junto com as outras centrais para resistir e pressionar contra a PEC 32 em agosto de 2021.

O serviço público não teve e mesa de negociação durante os 4 anos desse governo. A principal luta do serviço público hoje é para implementação da negociação coletiva do serviço público. A luta da CTB é pela implementação da Convenção 151, que obriga os governos e gestores a promover mesa e negociação.

Hoje, a maioria das greves no serviço público é para abrir diálogo para negociação, o que mostra a grande relevância do tema para todos nós.”

Flauzino Antunes, secretário de relações de trabalho da CTB

“A reforma administrativa proposta pelo governo Bolsonaro é terrível para a sociedade como um todo, pois tornará a prestação do serviço público mais precária ao acabar com garantias como estabilidade e concurso público, que foram fundamentais no combate à pandemia e à produção de vacinas. Apesar do dia do servidor público, não temos o que comemorar. Durante o governo Bolsonaro só sofremos ataques e retrocessos, não houve negociação salarial ou reajuste e houveram poucos concursos. Além da perda de direitos, aumentaram os casos de perseguição, assédio moral, eleitoral e sexual.”

Antônio Augusto, membro da diretoria executiva da CTB

“Em primeiro lugar, a importância de eleger um governo público é garantir a manutenção dos serviços públicos. O governo Bolsonaro e sua política condena o serviço público à morte, assim como direitos sociais fundamentais previstos no artigo 6º da Constituição, conquistados com muita luta. O governo, por meio do ministro Paulo Guedes, já colocou como principal bandeira a reforma administrativa, que ataca os servidores e os direitos fundamentais. Eleger Lula é garantir o previsto na Constituição Cidadã, que são os direitos fundamentais e os serviços públicos.”

Fonte: Portal CTB

Centrais Sindicais querem campanha de prevenção e combate ao assédio eleitoral em rádio e televisão e solicitam audiência com presidente do TSE


As centrais sindicais manifestaram preocupação diante da explosão de denúncias de assédio eleitoral patronal para constrager trabalhadores e trabalhadoras a votar em Jair Bolsonaro. Por isto encaminharam correspondência ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre Moraes, sugerindo que o Tribunal viabilize a realização de uma campanha de combate à prática criminosa nas redes de rádio e TV e solicitaram uma reunião com Moraes para debater o problema. 

Leia abaixo a íntegra do Documento apresentado.

À Sua Excelência o Senhor Ministro Alexandre de Moraes
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral
Solicitação das Centrais Sindicais para divulgação de campanha contra assédio eleitoral
Excelentíssimo Senhor

As Centrais Sindicais requerentes, reconhecidas pela Lei nº 11.648, de 31 de março de 2008,
participam de fóruns, colegiados de órgãos públicos e demais espaços de diálogo social. Possuem,
ainda, notória atuação na defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora no Brasil.

Tendo em vista o número crescente de denúncias de assédio eleitoral – as formalizadas por
meio da página da internet do Ministério Público do Trabalho já somam mais de mil e várias estão
documentadas com vídeos – e a proximidade do segundo turno das Eleições Gerais de 2022, é
imprescindível uma ação contundente e urgente do Tribunal Superior Eleitoral na defesa da
liberdade de convicção política e do direito fundamental ao voto livre e secreto.

As Centrais Sindicais, preocupadas com a situação, já criaram canal de denúncia para acesso
de todos os trabalhadoras e as trabalhadoras: www.assedioeleitoralecrime.com.br

Por tais razões, as Centrais Sindicais Central Única dos Trabalhadores, Força Sindical, União
Geral dos Trabalhadores – UGT, Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Central dos
Sindicatos Brasileiros – CTB, e Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST solicitam a
veiculação de campanha de prevenção e combate ao assédio eleitoral em rádio e televisão (Lei nº
9.504/1997, art. 93 e Res.-TSE nº 23.610/19, art. 115).

As Centrais signatárias aguardam manifestação, requerendo, desde já, audiência com Vossa
Excelência.

Respeitosamente,

Adilson Araújo, presidente da CTB – Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do
Brasil

Sérgio Nobre, presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores

Miguel Torres, presidente da Força Sindical

Ricardo Patah, presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores

Oswaldo Augusto de Barros, presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores

Álvaro Egea, Secretário Geral da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiro

Fonte: Portal CTB

SINPROESEMMA facilita vida dos Associados e Associadas e fecha parceria com SOLAR UNIVERSE

João Sá, Jaile Lopes e representante da Solar Universe

Os sócios do Sinproesemma agora podem contratar o serviço de energia solar com desconto. O sindicato fechou parceria com a Sollar Universe que oferece 10% de desconto na implantação de energia limpa para os associados. 

A Sollar Universe é uma empresa genuinamente maranhense que foi criada com o objetivo de fomentar e expandir o mercado de energia solar, buscando a eficiência energética, desempenho de qualidade na produção e a excelência na satisfação do cliente.

Os sistemas de energia solar voltaicos são capazes complementar ou suprir totalmente as necessidades de energia da residência ou empresa. Os sistemas solares reduzem em até 95% nas contas da energia, aumenta valor comercial, diminuição do desmatamento e elevação dos recursos naturais.

Para o secretário de relações institucionais do Sinproesemma, João Sá, é mais um parceiro que vem somar ao catálogo de benefícios oferecidos aos sócios do Sinproesemma.

“Estamos trabalhando para ampliar a cada dia a rede de convênios para os nossos associados. Hoje temos um catálogo muito amplo com várias entidades educacionais, de saúde e de serviços”, pontuou João.

Presidente Jaile Lopes

Segundo o presidente em exercício do Sinproesemma, Jaile Lopes, o sindicato além de defender os interesses da categoria e lutar por direitos, também tem essas importantes parcerias que dão descontos interessantes e beneficiam os associados e seus familiares.

Fonte: ASCOM - SINPROESEMMA

Trabalhadoras e trabalhadores da Enfermagem fazem paralisação nacional nesta quarta (21) em defesa do piso salarial


Trabalhadores da enfermagem saem novamente às ruas do país nesta quarta-feira (21), em protesto contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve, por 7 votos a 4, a suspensão da aplicação do piso salarial da categoria pelos próximos 60 dias. Além disso, ocorrerão paralisações ao longo do dia em diversos estados.

A paralisação é convocada pelo Fórum Nacional de Enfermagem e pelas entidades que o compõem e tem como objetivo a defesa da Lei do Piso de Enfermagem, conquistado após um longo processo de luta da categoria.

Com ampla adesão entre trabalhadores do setor público e privado, a paralisação tem sofrido pressão contrária de alguns empregadores. “Ao invés de pressionar o Executivo e o Legislativo pela apresentação das fontes de financiamento do piso, parte do setor empresarial tenta impedir o direito de manifestação da categoria. É contraditório”, afirma Valdirlei Castagna, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS).

Para o dirigente, a paralisação nacional também cumpre o papel de exercer pressão sobre os poderes para que essas fontes sejam apresentadas: “Dentro do processo, a CNTS está levantando argumentos e dados técnicos nesse período de 60 dias. Se as fontes não aparecem, a categoria procurará novas formas de pressionar pela aplicação. Não aceitaremos retrocessos após anos de luta pela existência de um piso”, destaca.

Como parte dessa estratégia, a CNTS tem participado ativamente de reuniões com senadores e parte do setor empresarial para buscar conjuntamente alternativas de financiamento. Além disso, nos últimos dias, parlamentares têm apresentado ao Senado propostas que poderiam solucionar a questão.

STF mantém suspensão

Na última sexta-feira (16), em plenário virtual, o STF se posicionou de maneira favorável à liminar enviada pela entidade patronal CNSaúde que acusa o piso de ser economicamente inviável e solicita sua suspensão, acusando que as fontes de recursos para seu financiamento não foram indicadas.




A Lei do Piso Salarial da Enfermagem prevê a fixação do salário inicial dos enfermeiros em R$4.750, o dos técnicos de enfermagem em 70% desse valor (R$3.325) e o de auxiliares de enfermagem e parteiras em 50% dele (R$2.375). Sancionada no início de agosto, o primeiro pagamento dos salários reajustados deveria ter ocorrido no dia 5 de setembro.

CTB em defesa do piso

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e seus sindicatos de base participaram ativamente da luta pela criação do piso salarial da categoria e, por isso, comparecerá aos atos marcados para este dia 21.

No Rio de Janeiro (RJ), o SINDSPREV/RJ convoca uma manifestação a partir das 10h30 em frente ao Hospital Federal da Lagoa (HFL). No Pará (PA), o SINFEMP convoca concentração às 8h na cidade de Patos e o SENPA, às 7h em Belém. Já em Goiânia (GO), o Sint-IFESGO compõe atos pela manhã (às 7h) e pela tarde (às 17h).

Com informações dos sindicatos

Com Bolsonaro, Brasil volta a ser o país da fome


Ao longo destes três anos de governo Bolsonaro o Brasil piorou. A população sente o desmonte no dia-a-dia, na hora de colocar a comida no prato, de buscar emprego, de abastecer o carro. O desemprego disparou, a inflação aumentou, e a fome assola os lares brasileiros.

O Datafolha revelou nesta segunda-feira (27), que 1 em cada 4 brasileiros não tem comida suficiente em casa, ou seja, 26% da população não sabe o que vai comer no dia seguinte. A insegurança alimentar, em menor grau, já atinge metade da população.

Os mais afetados são os desempregados e moradores das regiões Norte e Nordeste do país. Segundo o IBGE, há atualmente 11,9 milhões de desempregados. A taxa de desemprego é de 11,1%. Já os subempregados e precarizados representam 23%. E 4,6 milhões estão em situação de desalento, o que significa que já desistiram de buscar uma oportunidade.

Recorde de desigualdade

Em questão de pouco tempo, o Brasil virou o país da desesperança, da fome e da falta de perspectiva. Hoje, estamos no topo dos países mais desiguais do mundo, atrás apenas da Rússia, onde o 1% mais rico concentra 58% da riqueza total.

No Brasil, o 1% mais rico detém quase metade da riqueza nacional: eles são donos de 49,6% de todo o patrimônio. E esse número aumento, com relação a 2019, justamente durante a pandemia da Covid-19, quando a maioria da população enfrentou além do vírus, a crise econômica, o desemprego e os desmontes do governo Bolsonaro.

Diante deste cenário de desalento, os movimentos sociais, junto às centrais sindicais, entre elas a CTB, se mobilizam para levar solidariedade e comida à mesa de quem mais precisa. A Campanha Contra a Carestia cresce em todo o Brasil.

Fonte: Portal CTB