Centrais denunciam boicote de empresários à lei de igualdade salarial


Por André Cintra
Do Portal Vermelho

Os grandes empresários brasileiros querem boicotar a Lei 14.611/2023, que foi sancionada pelo presidente Lula e é conhecida como Lei da Igualdade Salarial. 

Nesta semana, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) foram ao STF (Supremo Tribunal Federal), com uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) que questiona trechos essenciais da medida.

As centrais sindicais – que têm a igualdade salarial entre homens e mulheres como pauta histórica – lançaram uma nota para denunciar a ofensiva patronal. “Esperamos que a CNI e CNC retirem a ADI junto ao STF e, além disso, conscientizem-se de fato da importância de haver igualdade salarial e de oportunidades para as mulheres do Brasil”, afirmam as entidades.

Confira abaixo a íntegra da nota das centrais.


NOTA DAS CENTRAIS: PATRÕES QUEREM MANTER MISOGINIA CONTRA TRABALHADORAS

As Centrais Sindicais abaixo assinadas repudiam a atitude da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) de tentar destruir no Supremo Tribunal Federal a Lei 14.611/2023, conhecida como Lei da Igualdade Salarial.

A referida lei é fruto de uma demanda histórica não apenas do movimento feminista, mas de todo o movimento dos trabalhadores, que, por princípio, luta por igualdade e justiça em todos os aspectos da sociedade.

Além disso, é importante ressaltar que não se trata de um projeto de um governo ou de uma parcela da sociedade, mas que foi aprovado por ampla maioria no Congresso Nacional, com apoio de partidos de diferentes orientações políticas.

As entidades patronais, que representam empresas que frequentemente fazem propaganda de como apoiam a igualdade e o respeito às mulheres, argumentaram na ação de que a lei desconsidera casos em que a diferença salarial é, sim, justificada.

Levando-se em consideração de que a Lei da Igualdade Salarial deixa claro que os salários devem ser iguais para pessoas que desempenham a mesma função e cumprem a mesma carga horária, fica claro o absurdo do argumento, uma vez que nada justificaria tal diferença a não ser, justamente, a questão de gênero.

Os representantes patronais desconsideram até mesmo dados econômicos que seriam relevantes para seus próprios interesses, uma vez que estudos demonstram que o fim de práticas discriminatórias contra as mulheres no mercado de trabalho estimularia o crescimento econômico, conforme apontou relatório recente do Banco Mundial.

Esperamos que a CNI e CNC retirem a ADI junto ao STF e, além disso, conscientizem-se de fato da importância de haver igualdade salarial e de oportunidades para as mulheres do Brasil.

São Paulo, 14 de março de 2024

Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)

Miguel Torres, presidente da Força Sindical

Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)

Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Moacyr Tesch Auersvald, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)

Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e Antonieta da Faria, Secretária da Mulher da CSB

Ana Mendonça, do SINDEHOTÉIS, destaca realização do Seminário 'Viver Mulher' nesta Sexta Feira 15, em São Luís

Ana Mendonça

Na manhã desta Sexta-Feira, 15 de Março, no Áuditório do CINE, em São Luís,  trabalhadoras do setor de hotéis, bares, restaurantes, participam do 11°  Seminário Estadual Viver Mulher. O tema este ano é 'Respeito Dignidade e Igualdade. Não à Violência.'. 


A atividade é organizada pelo SINDEHOTEIS com o apoio de organizações como Força Sindical, FETHEMAPI e CONTRATUH. 

Plenário do Seminário
De acordo com a Diretora do Sindehoteis e Coordenadora do Semibário, Ana Mendonça (Aninha), "O Viver Mulher é sempre um grande momento pra nós mulheres trabalhadoras. ⁰Serão muitas atrações e pautas importantes a serem apresentadas e debatidas em palestras temáticas, abordando temas relacionados aos Direitos, às lutas e à vida das mulheres.".

URGENTE! Vídeo: SINPROESEMMA alerta sobre manobra subterrânea do governo do estado e da Assembleia Legislativa para usar recursos do Precatório do FUNDEF para pagar emenda parlamentar

Presidente do SINPROESEMMA professor Raimundo Oliveira e Advogado Aldairton Carvalho

O presidente do Sinproesemma, Professor Raimundo Oliveira, reuniu com o advogado Dr. Aldairton Carvalho, da Assesssoria Jurídica do Sinproesemma, e que faz a defesa dos professores em Brasília, para esclarecer os últimos movimentos da ação que corre no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na oportunidade, Raimundo Oliveira, conversa com o advogado Dr. Aldairton Carvalho, sobre a preocupante fala da presidente da Assembleia Legislativa, Deputada estadual Iracema Vale, que, acreditem, cogita enviar  recursos do Precatório do Fundef para pagamento de emendas parlamentares.

Acompanhe no vídeo abaixo:



Geraldo Alckmin recebe propostas da CTB para o desenvolvimento nacional


Nesta segunda-feira (11), o Ministério do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços, foi palco de uma importante reunião entre representantes da CTB e vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin. 

A delegação da Central, liderada pelo presidente nacional Adilson Araújo, apresentou uma série de propostas contidas na Nota Técnica “Política Industrial a serviço de uma estratégia nacional de desenvolvimento para o Brasil”, elaborada em conjunto com o economista, Diogo Santos.

O documento, segundo Adilson Araújo, representa uma “contribuição classista para este debate estratégico para os futuros da nação e da nossa classe trabalhadora”, enfatizando a importância da indústria como catalisadora do desenvolvimento nacional.


A reunião contou com a presença de representantes sindicais da CTB, incluindo Carlos Muller, presidente da CONTTMAF, Assis Melo, presidente da Fitmetal e do sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul, Melquizedeque Flor, presidente dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Fernando de Oliveira, presidente do sindicato dos Metalúrgicos de Chapecó/SC, Andreia Diniz, secretária de Finanças e atual presidente da Fitmetal devido ao mês das mulheres e o economista Diogo Santos, todos com relevantes contribuições para o debate.

Confira todos os detalhes no site: ctb.org.br.

Foto: Gabriel Lemes

SINTEMA realiza Assembleia Geral e trabalhadores decidem deflagrar greve a partir de 18 de Março


Mobilizar pela greve! Esse foi o tom da Assembleia Geral realizada pelo SINTEMA nesta segunda-feira, dia 11 de março, onde os trabalhadores em Educação aprovaram a adesão ao movimento grevista nacional liderado pela FASUBRA, que reivindica a reestruturação do Plano de Carreiras da categoria, e a recomposição salarial ainda para este ano de 2024. A ampla maioria votou pela greve, com apenas três abstenções.

O início da greve ocorrerá no próximo dia 18 de março, e até esta data, o SINTEMA fará a publicação do Edital de Greve e as devidas comunicações oficiais à Administração da UFMA.

O movimento nacional de greve foi discutido nacionalmente em plenárias da federação (FASUBRA), que aprovou o movimento em todas as Instituições Federais de Ensino Superior do Brasil - IFES. Até o momento, trabalhadores de ??? IFES aprovaram adesão ao movimento nacional de greve.


PLENÁRIA

Durante a PLENÁRIA VIRTUAL DA FASUBRA realizada no último dia 9 de março, a Coordenação Jurídica e de Relações de Trabalho da FASUBRA, por meio dos diretores Daniel Farias e Marcelo Rosa, relataram como foram as últimas reuniões da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira - CNSC – que contou com a participação de membros do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e do Ministério da Educação. Veja o resumo na imagem abaixo:

Ou seja, não houve qualquer avanço nas negociações, que fossem suficientes para que os TAES de todo o Brasil suspendessem a deflagração do movimento paredista.

Fonte; SINTEMA

Governo Lula apresenta ao Congresso PL em urgência que regulamenta trabalho por aplicativos


O Governo Federal apresentou, na segunda-feira (4), ao Congresso Nacional, em regime de urgência constitucional, PLP (Projeto de Lei Complementar) 12/24 para regulamentar o serviço prestado por motoristas de aplicativos de plataformas. O texto vai começar a ser debatido pela Câmara dos Deputados.

O projeto surge após 9 meses de debates em GT (Grupos de Trabalho), que envolveram governo, sindicatos e empresas, embora motociclistas e entregadores tenham ficado de fora devido à falta de acordo com as empresas.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, pretende retomar às negociações com esses trabalhadores em segundo momento.

O projeto mantém os motoristas como autônomos, mas introduz contribuição obrigatória para a Previdência, a ser descontada na fonte e recolhida pelas empresas. Veja detalhes do projeto:

• Remuneração mínima: estabelece piso por hora rodada para os trabalhadores, fixado em R$ 32,09, com parte destinada ao serviço prestado e outra aos custos do trabalhador.

• Base de remuneração: será o salário mínimo, calculado por hora efetivamente rodada, considerando o período entre o aceite da corrida e a chegada ao destino do passageiro.

• Contribuição previdenciária: proposta prevê recolhimento de 7,5% dos trabalhadores e 20% das empresas para a Previdência, com base em 25% do valor repassado aos trabalhadores.

• Inexistência de vínculo: texto destaca a ausência de relação de exclusividade entre trabalhador e empresa, estabelecendo os motoristas como autônomos por plataforma.

• Negociação coletiva: abre a possibilidade de negociação e convenção coletiva para esses trabalhadores.

• Carga horária: define jornada diária de 8 horas, podendo ser estendida para até 12 horas com acordo sindical.

• Vale-refeição: empresas fornecerão vale-refeição diário aos motoristas cadastrados, a partir da sexta hora trabalhada por dia, conforme acordo.

• Serviços médico e odontológico: empresas se comprometem a oferecer serviços médico e odontológico para os motoristas cadastrados e dependentes.

• Ponto de apoio: determina que as empresas devem disponibilizar pontos de apoio aos motoristas, em acordo com o sindicato, contendo refeitório, primeiros socorros, sanitários adequados e água potável.

Estas são as principais medidas previstas no PLP, que vai ser apresentado pelo governo para regulamentar o serviço prestado por motoristas de aplicativos de plataformas.

Fonte: DIAP

Centrais se reúnem com Paim; na pauta, a taxa assistencial


Na segunda-feira (4), as centrais sindicais têm reunião prevista, em Brasília, com o relator, senador Paulo Paim (PT), do PL 2.099/23, cujo propósito é estimular a oposição, pelos trabalhadores, da taxa ou contribuição assistencial. Trata-se de ação antissindical.

Quem está à frente dessa articulação antissindical é o senador Rogério Marinho (PL-RN), que foi relator da contrarreforma trabalhista, em 2017, quando deputado federal.

Marinho foi o relator do projeto na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e trabalha em 2 frentes: a primeira é que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) trouxe de volta a contribuição sindical. Isso não é verdade, pois a assistencial depende de decisão de assembleia dos trabalhadores. A sindical era taxa compulsória anual
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SINPROESEMMA denuncia manobra do governo do estado do Maranhão que pode retirar R$1 bilhão do valor do Precatório do FUNDEF

 


A assessoria jurídica do Sinproesemma e da Frente Norte Nordeste da Educação já entrou com uma petição contestando a tentativa de golpe promovida pelo Governo Estado do Maranhão nos Precatórios do Fundef.

Na noite desta quinta-feira, 29 de fevereiro, o Governo de Carlos Brandão entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de não pagar o Precatório do Fundef de forma global, com juros e mora, ou seja, o governo quer embolsar quase 1 bilhão de reais que pertencem aos professores, conforme determina a Lei.

Destrinchando ainda mais os valores, dos R$ 1.742.261.837,49 (um bilhão, setecentos e quarenta e dois milhões, duzentos e sessenta e um mil, oitocentos e trinta e sete reais e quarenta e nove centavos) o governo quer que os recursos sejam depositados em três contas diferentes, sendo uma para os 40% referentes a manutenção da educação no valor de R$ 324.049.479,41 (trezentos e vinte e quatro milhões, quarenta e nove mil quatrocentos e setenta e nove reais e onze centavos); 60% para o rateio dos professores no valor de R$ 486.074.219,12 (quatrocentos e oitenta e seis milhões, setenta e quatro mil duzentos e dezenove reais e doze centavos); e os juros e mora no valor de R$ 932.138.138,96 (novecentos e trinta e dois milhões, cento e trinta e oito mil cento e trinta e oito reais e noventa e seis centavos).

No entanto, o valor que deveria ser rateado para os professores, de forma global, com juros e mora, é de R$ 1.045.357.102,49 (um bilhão, quarenta e cinco milhões, trezentos e cinquenta e sete mil e quarenta e nove reais), ou seja, o governo quer desviar R$ 559.282.883,37 (quinhentos e cinquenta e nove milhões, duzentos e oitenta e dois mil, oitocentos e oitenta e três reais e trinta e sete centavos), que pertencem aos professores.

O advogado Aldairton Carvalho, explica o teor do recurso interposto pela banca de assessoria jurídica do Sinproesemma, manifestando total repulsa da infundada manobra do Estado do Maranhão de tentar segregar os valores dos recursos do FUNDEF, especialmente por se revelar manifestamente divergente da legislação atual, bem como ferir, frontalmente, o direito e os interesses da categoria dos profissionais do magistério maranhense.

“Pedimos que o STF INDEFIRA o pedido de segregar o valor do precatório do FUNDEF formulado pelo Estado do Maranhão; reconheça que os recursos do FUNDEF, obtidos na presente demanda, sejam aplicados conforme preceitua Lei Estadual nº 11.735/2022; a Lei Federal nº 14.113/2020 (incluído pelo art. 1ª, da Lei 14.325/22); e o parágrafo único, do art. 5º, da Emenda Constitucional nº 114/2021; determine que o valor da primeira parcela indicada pelo Estado do Maranhão (R$ 1.742.261.837,49) seja dividida nas seguintes proporções: 60% (sessenta por cento – R$ 1.045.357.102,49) para o rateio entre os profissionais do magistério, cujo valor deverá ficar bloqueado; e caso o valor da primeira parcela a ser depositado em favor do Estado do Maranhão seja superior ao valor indicado pelo próprio ente estatal, na petição de id. 49b4b3bf (Peça 193), que seja conferida a devida proporção pleiteada pelo sindicato, conforme item anterior”, peticionou Aldairton.


Segundo o presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, essa tentativa do Estado em não pagar o valor de forma global mostra a real intenção dos governos, em não pagar o que a lei determina.

“Isso corrobora com a nossa fala de que esse dinheiro não vem de graça, e sim de uma grande luta sindical, tanto política quanto jurídica. É por isso que estamos nos manifestando no Supremo contra essa medida e lutaremos para que o governo reconheça que os 60% é da integralidade e não da metade. Não vamos nos calar e seguiremos lutando para que os recursos dos Precatórios do Fundef venham de forma integral e que os professores não sejam prejudicados no seu direito. Seguiremos na luta firme”, ratificou Oliveira.

Vídeo: Presidente do SINPROESEMMA Raimundo Oliveira fala sobre reta final da conquista do Precatório do FUNDEF para trabalhadores e trabalhadoras em educação


 

13º salário para aposentados e pensionistas deve ser pago em agosto e novembro


O Ministério da Previdência Social não deve antecipar neste ano o calendário de pagamentos do 13º salário para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Com isso, os valores devem entrar nas contas dos beneficiários em duas parcelas a serem pagas em agosto e em novembro.

Em função da pandemia da covid-19, os valores do 13º de aposentadorias e pensões foram antecipados para os meses de maio e junho, nos anos de 2021 a 2023.

A primeira parcela é no valor de 50% dos benefícios, a segunda também é de 50%, mas haverá o desconto do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), caso o beneficiário ganhe acima da faixa de isenção que é de dois salários mínimos (R$ 2.824).

Segundo o ministério os repasses, estimados em R$ 62,7 bilhões, beneficiarão 32,5 milhões de pessoas.

Quem tem direito a receber

Recebem o abono os segurados e dependentes da Previdência Social que, durante o ano de 2024, tenham recebido auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-reclusão.

Quem tem direito, mas ainda não completou os 12 meses para receber na íntegra o valor, terão os depósitos feitos proporcionalmente ao número de meses em que recebeu o benefício.

Quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC), não tem direito ao 13º salário.

Isenção do IRPF

Os aposentados e pensionistas do INSS, com idades a partir de 65 anos são isentos do IRPF.

Também têm direito à isenção quem tem doença grave. No entanto, ao contrário de quem tem 65 anos em que a isenção é automática feita pela Receita Federal, as pessoas gravemente doentes precisam solicitar nas plataformas de atendimento do INSS o pedido, junto com a apresentação da documentação que comprove esse direito.

Como pedir a isenção do IR

Acesse o site Meu INSS ou o aplicativo

Selecione a opção “Novo Pedido”

Digite “Isenção de Imposto de Renda”

Na lista que abrir, clique no nome do serviço/benefício

Leia as informações que aparecerem na tela e siga preenchendo os campos conforme as instruções.

Aguarde ser chamado para a perícia médica e compareça ao local indicado, na data e na hora determinadas pelo INSS.

A declaraçao do IR deve seguir as orientações transmitidas no dia da perícia. Outras orientações podem ser obtidas junto ao INSS e à Receita, presencialmente ou online.